quinta-feira, agosto 19, 2010
Calendário de licenciamento de veículos vai até novembro
O calendário para o pagamento do Licenciamento Anual de Veículos no Paraná inicou ontem, quarta-feira (18) e acaba no dia 30 de novembro. A novidade é que este ano o DETRAN não enviará os boletos via Correios e os proprietários devem dirigir-se até uma agência do Banco do Brasil para imprimir e pagar a taxa que é de R$29,34 para todos os veículos. Já o seguro obrigatório varia de acordo com tipo, espécie e categoria dos automóveis e pode custar entre R$84,77 e R$380,83.
Aqueles que são correntistas do Banco do Brasil podem pagar direto no caixa eletrônico. Já os que não têm conta no banco terão de enfrentar fila no caixa para poder quitar a taxa.
"BURROCRACIA"
Ter que se deslocar para imprimir e pagar o boleto é um grande incômodo para a maioria dos motoristas. Mas o mais interessante, fora a burocracia gerada por esta mudança, é que o próprio DETRAN imprime e envia para a casa dos proprietários um aviso para lembrá-los do vencimento do seu licenciamento dez dias antes do prazo.
Se haverá o gasto de enviar uma correspondência de alerta, por que então já não é enviado o próprio boleto? De acordo com o DETRAN uma mudança no Banco causou essa alteração, que faz com que o proprietário corra atrás de imprimir o boleto.
DATAS DE PAGAMENTO
As datas para pagamentos são dividas de acordo com o final das placas dos veículos. Dessa forma, os carros com placas que terminam em 1 e 2 têm pagamento previsto para agosto. Em setembro devem ser pagos os veículos com placas finais 3 e 4. Em outubro os donos de carros com placas 5, 6 e 7 é quem devem quitar seu licenciamento anual e em novembro, os carros com placas 9 e 0.
Maiores informações você encontra no site do DETRAN-PR: http://www.detran.pr.gov.br/
Newsweek divulga ranking dos 100 melhores países para se viver
A Revista Newsweek publicou esta semana um estudo realizado com o auxílio de Instituições e personalidades como o Prémio Nobel Joseph Stiglitz, uma lista dos cem melhores países para se viver. O estudo tem como base indicadores de saúde, educação, economia, qualidade de vida e ambiente político nos anos de 2008 e 2009.
O Brasil é o 48º na lista, atrás de países latinos como Uruguai, México, Argentina e Jamaica, que são os quatro anteriores ao Brasil. O país sul-americano melhor colocado no ranking é o Chile, que aparece em 30º. A pesquisa mostra que o Chile conquistou um score de 69.47 pontos em qualidade de vida, enquanto que o Brasil apenas 47.85 pontos.
Os três primeiros colocados são respectivamente Finlândia, Suíça e Suécia. Sendo que o score da Finlândia - também para qualidade de vida - atingiu os 102 pontos. Potências mundiais como Estados Unidos e Reino Unido aparecem em 11º e 14º lugares.
A lista completa da Newsweek você confere em: http://www.newsweek.com/feature/2010/the-world-s-best-countries.html
quarta-feira, novembro 12, 2008
Entre Machado de Assis e Bernardo Guimarães
Morena pegou seus óculos e sentou-se na poltrona da sala que ficava exatamente embaixo da janela. Luz. Pensava ela, se ajeitando da melhor forma, para que não precisasse forçar a vista. Meus olhos já não são mais os mesmos! Suspirou em tom baixo.
Estava no capítulo três e tinha a irritante mania de marcar até que página deveria ler assim que pegava o livro em mãos. Hoje, vou até a 116. Pensou enquanto separava as páginas com o indicador esquerdo. Essa mania vinha de criança, quando tinha que ler para os trabalhos da Escola.
Romance. Morena adorava romances e não porque tinham casais apaixonados, não. Mas pela dramaticidade dos textos. Era fã de Machado de Assis e não se continha quando a conversa com o namorado Murilo, parava nas obras de Bernardo Guimarães. Achava que esses autores sempre davam um tom afrodisíaco às conversas com seu amado e depois das discussões sobre literatura e uma garrafa de vinho, era certeza. Viria a hora da sacanagem.
Morena e Murilo eram um casal cult, não era difícil encontra-los. Filmes? Sempre no segundo andar da Cartoon ou na Vídeo 1. Marx, Freud e filosofia chacoalhavam os neurônios do casal. Pra quem passava distraído, com certeza pensava: Que chatice esses dois, não se amam e precisam conversar sobre temas polêmicos para se aturarem.
Eles riam, entre um novelle vague e outro, tiravam sarro de suas intelectualidades e não abriam mão de ouvir Chico Buarque durante um jantar à luz de velas. O passo seguinte era um capuccino em um café escuro da cidade e quando nada disso era possível, voltavam ao papo do Machado e do Bernardo, afinal, depois deles o que interessava mesmo, era a parte da sacanagem.
quinta-feira, novembro 06, 2008
Juliana
Era impressionante a sensação de cansaço que acometia Juliana, praticamente não conseguia subir as escadas que davam acesso à magia das aulas universitárias.
Juliana era forte, estava acostumada a dormir tarde e, geralmente passava as madrugadas corujando ora em seu computador, ora na televisão. De cigarro em cigarro, as horas passavam e quando Juliana via, já eram duas da manhã.
Mas nas últimas quarenta e oito horas, as coisas não foram bem assim. Juliana cerrou os olhos apenas quatro míseras horas. Trabalhos. Dizia ela quase inconsciente. A culpa da insônia eram os trabalhos acadêmicos.
Na última quinta-feira - e não sei bem porque as crônicas desse blog só acontecem na quinta-feira - por volta das 18 horas, Juliana não suportou. Ao chegar na Universidade, a pobre coitada não teve tempo de nada. Simplesmente adormeceu. Parecia que nada faria a garota acordar. As luzes já haviam apagado, os colegas ido em embora, quando de súbito, Juliana levantou.
Sem ação e perturbada por encontrar-se sozinha, não pensou em ligar para ninguém. Já que havia acordado no meio da noite, resolveu fazer como de hábito. Ligou o computador da faculdade e entre um cigarro e outro, passou a noite ali, corujando.
quarta-feira, outubro 29, 2008
Suzana
Suzana era moça bonita, seus vinte e poucos anos enchiam qualquer lugar por onde ela passava. Era uma morena alta de cabelos longos e cacheados, um par de olhos verdes escuros que pareciam iluminar seu caminho. Aliás, não só seu caminho, mas de todos que estavam ao seu redor.
Alguma coisa nela me intrigava. Não sei muito bem se era uma intriga ou aquela ponta de inveja feminina que todas nós sentimos umas das outras mesmo que em silêncio. Enfim, toda vez que a via, esse ar misterioso de intriga com pitadas de inveja me acometia. Talvez pelo fato dela ter em sua essência, um quê de estrela do Rock.
Certo dia, vinha Suzana desfilando com sua tatuagem de flores que descia do seu colo e tomava seu braço esquerdo, quando Joel, um desses desocupados que fazem bicos em qualquer birosca pra viver, gritou pela morena. O grito ecoou por todo o bairro e logo pude perceber que não se tratava de um simples chamado. Joel e Suzana tinham realmente um affair, e aquilo que se via no meio da rua era uma cena passional.
Joel gritou de maneira a chamar a atenção até dos cachorros, que pararam de latir com seu berro estridente. Ele queria mostrar para todo o público que a bela morena era dele, mas ela não deu ouvidos e seguiu andando, enquanto o malandro bradava frases de amor, ódio, desculpas e vingança.
Cansada das grosserias de Joel, Suzana o deixou e marcou como definitiva essa atitude, sua tatuagem de flores. Não parecia nada de mais, até o início da semana, quando notei que as flores tatuadas, são as mesmas que até hoje, a morena repousa sobre o túmulo de Joel.
quinta-feira, outubro 23, 2008
No posto de gasolina
Sugiro que leia esse texto ouvindo a música Wonderwall, do Oasis
E me peguei pensando em meio ao caos que me encontrava aquela semana, que beleza de vida tenho eu! Mesmo com as intempéries que vinham ocorrendo nos últimos dias, ainda assim me senti interessante e vi que havia motivo para seguir.
E esse pensamento veio durante o início de noite da quinta-feira, quando parei para abastecer e a mão escorregou pelo painel do carro, tocando de leve os botões do rádio, sintonizando uma música antiga, de um grupo inglês, que me lembrou o tempo em que estive no Velho Continente.
Incrível como uma leve escapada de mão, pode fazer o rumo e, principalmente o humor de alguém mudar rapidamente. Respirei fundo ouvindo aquele musiquinha que enchia meu peito de saudades e me deixei envolver pelo cheiro da gasolina que saia da bomba.
Quando dei por mim, o moço já estava batendo na janela com a ponta da chave e, no susto, acordei como que de um transe. Deixei a carteira cair na hora de pagar e o moço me olhou com uma cara de como quem diz: ô minha filha, anda logo que a fila “ta” grande.
Saí sorrindo, se não me falha a memória e a música acabou, assim como a quinta-feira.
terça-feira, setembro 16, 2008
Voltando
Estou voltando à ativa. Este blog, que quase foi desativado, volta agora por forças maiores à sua velha forma. Talvez não à velha forma, com textos criativos e tiradas engraçadas, mas enfim, volta.
Impressionante o que a faculdade faz com as pessoas. Faz inclusive retornar à escrever.
É isso aí... a empolgação é muito pequena, diante de tão explêndido blog.
Obrigada e volte sempre!