sábado, agosto 05, 2006

A música que eu gosto da banda que eu não gosto!

  • Sugiro que leia esse texto, ouvindo a música "Vou pra aí" do Jota Quest.
Quando eu cheguei, logo notei que tinha algo errado com a luz, mas com esses meus últimos esquecimentos, talvez pudesse ter deixado a do banheiro ligada sem notar...

Fui fazendo tudo aquilo que sempre fazia ao chegar em casa: tirei os sapatos, chaves no cinzeiro, cabelo preso, bolsa em cima do sofá, oi pro Chano e notei a luz acesa!

"Engraçado!" Pensei eu pegando o Chano no colo e lhe acariciando a nuca, sentindo o relaxar de seu corpinho em meus braços... "Não me lembro de ter deixado essa luz acesa!"

Por um momento, ainda pensei que tivessem entrado em minha casa, mas logo notei que tudo estava ali, tv, som, computador... enfim, tudo estava lá.

"Devo ter deixado acesa sem perceber, essa minha cabeça, anda nas nuvens." Apaguei a dita cuja.

O Chano deu aquela “miadinha” e logo me lembrei que tinha de colocar comida pra ele.

Liguei o som, e na rádio tocava uma música antiga, que há tempos não ouvia e se me lembro bem, memória não é meu forte, mas vá lá, nunca gostei muito da banda, mas dessa música eu gostava.

Aumentei o som, tanto que o Chano deu um pulinho pro lado enquanto comia sua misturinha.

Percebi que a música me fazia lembrar dele. E foi me dando uma saudade! As vezes me lembro dele aqui nessa casa, brincando com o Chano, arrumando a mesa pra gente comer algo, ligando o som e curtindo uma musiquinha num volume quase mínimo... Ai, que saudade!!

O telefone tocou:
- “Graças a Deus você ligou, me deu um negócio agora e comecei a lembrar dele!........ Aham, eu to tentando pensar em outras coisas, mas você sabe que é difícil........... Sair hoje? Ah não sei não, acho que hoje eu to meio fossa sabe? Quero ficar em casa mesmo............... Será? Puxa, mas eu to meio borocoxô mesmo, acho que não vou....... Ta, me liga mais tarde então, beijo.

Peguei a tigelinha do Chano, lavei e a música tinha acabado, resolvi tomar um banho e colocar um cd, assim quem sabe não me voltassem mais essas bobagens de saudades!

Funcionou, nos primeiros 30 segundos, logo depois, voltei a pensar nele, em mim, em nós... Saudade mesmo!

A água escorria e ia fazendo desenhos em meu corpo, me lembro de que cada gota era uma lembrança diferente...

“Eu queria tanto que tudo fosse como antes” olhava pro Chano que me olhava tomando banho....

A campainha tocou e me enrolei na toalha meio correndo, molhei todo o corredor. O Chano miava ao lado da porta e pelo olho mágico meio embasado consegui ver aquilo que não acreditava que fosse verdade.

Abri a porta e era ele, com uma garrafa de vinho, uma rosa e um jantar improvisado às pressas de alguma casa de massas.

Oi, eu estava no carro agora há pouco e ouvi aquela música, daquela banda que você nunca gostou, mas daquela música você gosta e pensei que talvez você estivesse em casa e quisesse jantar comigo e....fiquei com saudades e.... poxa! Você vai me deixar na porta?

Não, desculpa, entra, pode entrar....

segunda-feira, julho 24, 2006

Não como era antigamente!

  • Sugiro que leia esse texto, ouvindo "Um branco, um xis, um zero" de Arnaldo Antunes.

Dia desses resolvi voltar aos velhos tempos. Revisitar amigos, pessoas, lugares, músicas, fotos, filmes, cheiros, sabores e nessas... voltei a beber.
Não que já não bebesse mais, é que como estava dando uma volta no passado, resolvi relembrar como era beber como antes. ("antes", no sentido de muito, bastante, grande quantidade.)
Esqueci como eu fazia isso com perfeição antigamente, hoje não tenho mais tanta desenvoltura...
O dia seguinte é sempre um problema, problema, aliás, que eu não tinha antigamente.
Uma confusão mental, física, psicológica, terapêutica... É, não sou mais a mesma!
Daí surge um breve arrependimento... mas porque Diabos fui eu inventar de beber? É nem tudo tem explicação...

(Já passei um pano, um branco, um zero, um xis, um traço, um tempo, já passei.)

segunda-feira, julho 10, 2006

AVISO!

Confesso, ando sem inspiração nenhuma pra escrever, meus pensamentos andam distraídos, na realidade acho que estão canalizados em outros assuntos...

Por este motivo, deixo a seguinte mensagem:

Estou em manutenção, desculpem pelo transtorno, estaremos atendendo normalmente em breve. Grata!

sexta-feira, junho 16, 2006

Monólogo do doce!

Tenho que parar com essa mania de querer comer doces às quatro horas da tarde... Eu sei que engorda, causa flacidez, a pele fica oleosa... mas não consigo.

Devia trocar os chocolates por morangos... muito mais saudáveis! Uhm... que tal um bombom de morango?? Perfeito heim...?

Não garota, pára com isso!! Chocolate não, só morango!

Quem sabe então um morango com leite condensado??? Ááááhhh... não!!!

Chega, vou pensar em outras coisas que não sejam de comer, algo como... documentos, fotos 3x4

Nossa, isso é horrível... as pessoas sempre saem com cara feia nessas fotos, cara de maracujá de gaveta!

Aliás, um mousse de maracujá agora ia bem né?! Aff! de novo não!!

Tá... pensar em livros...

Tem um do Luis Fernando Veríssimo que chama-se "Clube dos Anjos"... é daquela coleção dos sete pecados capitais e é sobre........ Ah não!!! É sobre a GULA!!!

Nossa, eu vou ter um troço se não comer um doce agora!!! São 15: 50... faltam dez minutos pra tocar meu relógio biológico e eu sair correndo atrás daquele chocolate que eu escondi....

Meu Deus escondi o chocolate de mim mesma?

Cinco minutos... contenha-se!!!
...
Três minutos.... não vou agüentar!!!
...

Tá... calma... são 120 segundos até às quatro... você está tranqüila e não vai querer comer nada... você ta mais pra Mônica que pra Magali.. e depois outra, a Magali comia frutas... e isso que ela era criança!!

Se bem, que ela foi inventada por um adulto que queria mostrar às crianças que comer besteira e fora de hora faz mal!

E se eu sair correndo agora? Bem agora??? Eu tenho 60 segundos para descer as escadas e me esquecer o horário...

A culpa é do relógio, se ele não existisse, não haveria quatro horas e assim não sentiria vontade de comer doces!!!

Vou quebrar todos os relógios assim como o Capitão Gancho depois que o crocodilo comeu sua mão!

Ai, até o crocodilo comeu e eu nada!!!

Vou me amarrar na cama!!!

30 segundos... Não vai dar tempo!!!!

Nããããão!!!

Tarde de mais... Nossa, que delícia... ai que maravilha, que beleza de chocolatinho!!!

Era bem esse que eu queria! Que ótimo ainda bem que escondi esse aqui heim! Ufa! Que beleza!

...

Ai, chega! Não agüento mais ver doces... Ui.. credo, vou guardar isso já! Bléé...

domingo, junho 11, 2006

Andanças...

Ele somente andava... não dizia mais nada, não acreditava em nada, simplesmente andava.

Usava somente aquele par de tênis antigos e sujos, com um velho moletom rasgado e uma toca pra esconder a cabeleira que já não via tesoura há um bom tempo.

Saiu um dia pra caminhar e nunca mais voltou. As pessoas tentavam convencê-lo a voltar pra casa, mas com a cabeça acenava um tranqüilo não...

Eu, cá com meus botões, acredito que ele perdeu a fé - será que quem perde a fé fica assim? - Enfim, eu acho que ele nunca mais vai voltar. E nem adianta falar...

terça-feira, maio 30, 2006

Dois em um!

Fazia tempo que eu não escrevia e até andava sem idéias, talvez a euforia do Markun ter comentado aqui, me fez bloquear a escrita. Foi aí que olhei meus cadernos e encontrei aquilo que precisava. Duas idéias que agora compartilho com vocês. Mais uma vez, divirtam-se!

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Hoje eu queria ser você e por um dia ser você!
Viver seu mundo, resolver seus problemas, apaixonar-te.
Gostaria hoje ter o teu jeito, sentir o teu cheiro, banhar-te.
Queria hoje falar por você, pensar por você, mimar-te.
Queria fazer da minha a tua vida! Só por hoje e só por você, amar-te!


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Perder a hora
perder a cabeça
perder o momento
que vai com vento.

sábado, maio 13, 2006

Varal

A roupa balança no varal e lá fora, só que do outro lado, o pequeno corre atrás da galinha.
Ele quer pegá-la pois acredita que dentro dela há milhões de ovos... de Páscoa.
Na cadeira de balanço, lá dentro, ela se lembra que tem que colocar a água pra ferver.
Deixa de lado seu bordado e põe a lenha para esquentar.
Ao fundo ela escuta o radinho de pilhas que grita alucinado um gol que ela não faz questão de saber de quem foi.
Ao mesmo tempo, um ronco alto, daqueles que estão fazendo o sujeito dormir com os anjos.
É ele, ele quem dorme ouvindo futebol.
Na escada, nem um só passo e lá fora, a roupa balançando no varal.
Aos poucos, ela ouve eles voltando da caminhada e a pequena, trás na blusa que faz de trouxa, um tanto de pinhão.
Os sapatos sujos e aquele frio típico, permitem que ele leve duas broncas, uma ao entrar com os pés enlameados e outra ao tirar os sapatos para que não sujem nada e pisando na lajota fria ouve:
“Olha o resfriado meu filho...”
O pequeno volta desapontado, não havia ovos de Páscoa!
A pequena se ajeita na cadeira de balanço com ela e juntas, continuam o bordado.
Ele prossegue a roncar e o jogo ainda não acabara.
O outro, já calçando sapatos limpos e quentes, cuida da água e do pinhão.
E a roupa, continua a balançar no varal.